segunda-feira, 10 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Escorregando no íntimo, é isso que se encontra.
Fico roendo tuas esperas azuis no fim da tarde, e do outro lado nem sequer desconfias. Das milhões de lutas escondidas por debaixo das peles, que cobrem o meu corpo e toda a tentativa de me fazer escapar do cativeiro dos medos. Das inseguranças me cravando os dentes, deixando marcas por toda a parte. De todas as vontades escondidas na bagunça dos meus dias, a maior seria a de conseguir domesticar meu coração. Evitar o gosto-de-amor-soro-e-lágrima-m orta no canto escuro da minha boca. Só pra não ter que me atirar de novo, naquele mar-salgado-triste que já fui.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Devaneando.
E enquanto te amo,
meus sonhos funcionam como minúsculos sorrisos intactos.
Levemente pendurados,
numa parede de céu azul
♥
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Onde será que se encontra?
A cidade inteira está perdida, tanto quanto eu. Você sabe, desde maio tenho carregado mais do que os ombros parecem suportar. Se fosse escrever um livro sobre essa época da minha vida, acho que começaria mais ou menos assim: Sem a babaquice de um ''era uma vez'', só essa realidade escancarada de um mundo todo na costa de uma menina, carregando vinte poucos anos e o sofrimento pra mais de trinta. As linhas de uma história que é minha. A história de habitar um corpo que parece não me pertencer, mas que tem me abrigado, ainda assim. Contra a minha vontade, dentro dessas linhas que conto, existe o novo questionamento em segunda pessoa. Nesse texto cansativo que é viver, a distância entre o ponto de chegada e o de partida parece só não ser maior dos que os de interrogação. Olhar por cima dos óculos embaçados de ser triste e tentar sem ter sucesso algum, alguma vez isso já te aconteceu? Pois então. Olhar pra trás e perceber que o passado ocupa um espaço considerável nos teus dias de fracasso. E o teu fracasso cheira a tinta fresca nessa casa velha que é teu corpo nu. O inverso da tua coragem, bem na frente de um espelho. Parece que por detrás da imagem não tem mais nada pra buscar, nada que se encaixe, nada que te faça alegre, que te impulsione a continuar.
O questionamento
da primeira à última linha:
Onde será mesmo,
que se encontra
o que sobrou de mim?
Dois pra lá, dois pra cá.
Abraça tua dor, menina.
Dança com ela.
Olha nos olhos e encara com vontade,
mostra quem é que conduz.
Ensina ela a dançar conforme tua música,
e nunca o contrário.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Like this.
Like a ''Thank you'' do Zeppelin
Like a ''Love'' dos Beatles
Like a felicidade em energia.
Like eu e você.
Like a missing that never goes away.
♥
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